



Chegamos da Africa ontem a noite... nossa cabeça ainda esta meio nas nuvens, pois tudo o que vivemos nestas ultimas 3 semanas virou meio a gente de cabeça pra baixo.
Foi uma experiencia maravilhosa e enriquecedora a viagem pra o
Benin e o
Burkina Faso.
Fomos com uma equipe de uma igreja francofona daqui de Montreal chamada CCM (
Centre Chrétien Métropolitain). Alguns membros desta igreja estao criando uma ONG chamada ANAYI, que significa «ponte» en fon, um dialeto do Benin. A ONG, que nao tem vinculo algum com a igreja, busca criar pontes entre profissionais com o objetivo de colaborar na formacao de pessoas no Benin e Burkina Faso em diversas areas. Além disso, a ONG busca abrir centros de ajuda com bibliotecas, centro de informatica e tambem participar em projetos locais em diversas areas como saude e educacao.
A nossa equipe tinha 1 medico, 1 enfermeira, 1 nutricionista (eu), 1 produtor de video (rafa), 1 senhora em aconselhamento feminino, 1 pastor, 1 pessoa na area de telecomunicacoes. Tem tambem uma equipe organizadora da viagem que é formada por pessoas do Benin.
Os primeiros dias no Benin foram meio um choque, pois nos confrotamos com muita pobreza e situacoes precarias de vida. Sei que no Brasil tem muita pobreza, mas la no Benin a situacao é até dificil de descrever. Pra se ter uma ideia,
a taxa de mortalidade infantil no Benin é tres vezes maior que a do Brasil. No Benin apenas 34,7% da populacao é alfabetizada e a esperança de vida é de apenas 59,92 anos.
No Burkina Faso a situcao é ainda pior. Ficamos na capital de cada pais, mas as nossas atividades eram na maioria dos casos fora da cidade, nas vilas e povoados da regiao. Visitamos cada povoado que voces nem acreditam... igual cena de filme... vcs verao nas fotos.
Depois vamos postar mais fotos e videos no blog. Na verdade estamos usando o blog como um registro da nossa vida pra nos mesmos... Queridos leitores interessados em imigracao nos desculpem, mas vamos sair do tema um pouco. De uma forma ou de outra, o Canada é cheio de organismos humanitarios e o pessoal participa bem.
É engraçado ver que quando a gente vive num pais bem desenvolvido a gente fica mais sensivel à questoes ligadas a pobreza. Por outro lado, mesmo que os problemas de paises desenvolvidos e pouco desenvolvidos diferem, no contato individual a gente vê que as necessidades e sentimentos do ser humano continuam as mesmas: falta de amor, problemas relacionais, tristeza, etc.
Apesar de um choque de tristeza nas primeiras semanas, conseguimos ver a força e a alegria de viver do africano, o que nos impressionou diversas vezes.